Com inquérito, MPSP apura possível omissão de escola em Ribeirão Preto no caso de ataque com faca a aluno
Apurar eventual omissão por parte dos responsáveis do Colégio Itamarati, escola particular em Ribeirão Preto onde ocorreu ataque com faca contra de um estudante de 14 anos contra outro adolescente de 13, é o objetivo de inquérito civil instaurado nesta segunda-feira, 24 de agosto, pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Entre as diligências determinadas pela Promotoria da Infância e Juventude estão a requisição de informações à direção da unidade de ensino sobre o ocorrido e a solicitação à Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de cópia integral do procedimento instaurado para apurar o ato infracional.
O promotor Moacir Tonani Junior também quer informações sobre a comunicação da investigação à Secretaria Municipal de Educação, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), ao Conselho Tutelar e ao Ministério da Educação.
O episódio ocorreu na última sexta-feira (21), quando um aluno da escola, utilizando uma faca supostamente obtida no interior da própria unidade – da direção do Colégio Itamarati nega –, desferiu um golpe contra outro estudante.
Segundo as informações que motivaram a instauração do inquérito, o adolescente que teria praticado o ataque vinha sofrendo bullying de outros alunos da mesma série, inclusive por meio de redes sociais, e havia manifestado à família o desejo de deixar de frequentar a escola.
A Promotoria apura especialmente se houve negligência da escola, uma vez que a mãe do aluno teria procurado a unidade logo no início da semana para comunicar o que estava ocorrendo, mas, segundo os relatos recebidos, não houve adoção de providências. 
O inquérito também deverá verificar as circunstâncias que permitiram o acesso do estudante à faca dentro das dependências da instituição. A Promotoria considera que a escola tem o dever de preservar a integridade física e psíquica dos alunos enquanto eles estiverem sob sua responsabilidade.
Tonani Junior ainda levou em conta, ao instaurar o procedimento, as normas que estabelecem medidas de prevenção à violência no ambiente escolar e a obrigação de proteger crianças e adolescentes contra ameaças ou violações de seus direitos.
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