O Ministério da Saúde, a prefeitura de Ribeirão Preto, a Fundação Oswaldo Cruz e a empresa Wolbito do Brasil anunciam nesta quarta-feira, 26 de agosto, às dez horas, em entrevista coletiva no Centro Administrativo Prefeito José de Magalhães, a implantação do método Wolbachia no município.
Trata-se de estratégia inovadora de combate às arboviroses que utiliza mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão de dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.
A técnica utiliza espécimes de Aedes aegypti com a bactéria, um microrganismo presente em mais da metade dos insetos da natureza. A bactéria impede o desenvolvimento dos vírus patogênicos no próprio organismo do vetor.
A reprodução dos insetos soltos com os mosquitos locais passa a bactéria para as gerações seguintes de forma contínua. O processo amplia a presença da Wolbachia no meio ambiente de maneira progressiva e sustentável. Como resultado direto, a população ganha maior proteção contra a dengue, a Zika e a chikungunya.
Ribeirão Preto também sediará um insetário (biofábrica) e se tornará polo regional da tecnologia, distribuindo mosquitos para São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto. No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.594 casos de dengue – além de 39.734 sob investigação –, contra 44.630 de 2024, queda de 51,62% e 23.036 ocorrências a menos.
A Secretaria da Municipal Saúde recebeu 7.411 notificações sobre pacientes com a doença em 2026. Segundo o Painel de Arboviroses, 370 casos foram confirmados. São 53 na região Central, 82 na Zona Leste, 86 na Norte, 69 na Sul e 79 na Oeste, além de um sem identificação de distrito.
O total de ocorrências 2026 é 98,27% inferior aos 21.423 do mesmo período do ano passado, 21.053 a menos. São 68 casos em janeiro, 76 em fevereiro, 94 em março, 60 em abril, 37 em maio, 21 em junho e dez em julho, onze a menos e queda de 52,38%. Em comparação com os 65 do sétimo mês de 2025, são 55 a menos, baixa de 84,62%. Há quatro casos em agosto.
Nenhum óbito foi registrado até agora, contra onze do mesmo período de 2025. Neste ano, três vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença e febre chikungunya – tem menos de um ano, 20 são crianças de 1 a 4 anos, 21 têm entre 5 e 9 anos, 46 de 10 a 19 anos, 157 de 20 a 39 anos, 83 casos de 40 a 59 anos e 40idosos de 60 anos ou mais. Também já foram confirmados oito casos de febre chikungunya na cidade, quatro importados.
Clique Aqui!

